sábado, 19 de janeiro de 2013





A conquista

Lágrimas do sol da meia-noite,
Pingam no berço sereno e negro
Cada gota orvalha as rosas rubras,
De sangue que os banham amargamente.
Num termo sem fim, o infinito ao fim
O negror da manhã aos poucos esmaecendo,
E os filhos de uma geração revivendo
Ninguém conseguindo enxergar nada naquele negrume.
Lamenta os servos da escuridão, sol da meia-noite...
Tão denso, mas com lágrimas
 que suicida os olhos da luz pálida de mármore
De um corpo lascivo, de um guerreiro
 que toma em nuvens os pés
Com o cálice de sangue de uma conquista assaz sanguinária...
Revela por baixo do sudário as mãos de círio que na luz do luar
Tapa o frenesi... E numa nênia conquista seus admiradores...
Doce, tão doce... As lágrimas do sol da meia-noite
 cobrem o espinho
Aveludado de um cadáver que o espírito penado sonha de
 Reencarnar-se...
Mútuo de dor, com lagrimas de sangue, se suor escorre entorpecendo o NOTURNO
Passando a seus olhos o sangue, suor e veneno
Do sol da meia-noite, despindo-se em trevas!

SANIEL LOURENÇO DA SILVA

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